Jornalismo
Casal cobra investigação após acidente com filho de juíza federal, em Jaboatão
Motorista sem CNH atropelou casal e fugiu; mãe tentou assumir culpa, mas câmeras desmentem
Por Yasmin Santos30 JUL - 15H31
Jornalismo - Casal cobra investigação após acidente com filho de juíza federal, em Jaboatão (Foto: Reprodução)Um casal de atletas que teve a moto atingida por um carro em um cruzamento no bairro de Piedade, em abril deste ano, ainda sofre as consequências físicas e emocionais do acidente. A colisão foi registrada por câmeras de segurança e mostra o momento exato em que o carro avança e atinge violentamente os dois jovens, que foram arremessados. A passageira teve a cabeça projetada para dentro de um boeiro e quase se afogou.
O condutor do carro, segundo testemunhas, era o filho de uma juíza federal e não possuía carteira de habilitação. Após o impacto, ele desce do carro, coloca as mãos na cabeça e em seguida foge do local sem prestar socorro. Minutos depois, retorna acompanhado da mãe, que afirmou às pessoas presentes que era ela quem estava dirigindo o veículo — informação desmentida pelas imagens.
As vítimas, Mateus e Auana, são jogadores de vôlei e estavam ativos em competições e projetos esportivos. Desde o acidente, ambos estão impossibilitados de praticar o esporte. Auana, que também trabalha, aguarda liberação do INSS e convive com dores constantes após passar por cirurgia na perna. Ela sofreu fratura no fêmur e pneumotórax, ficando com a cabeça submersa no momento do acidente, enquanto chovia. "Se não fosse uma pessoa me puxar do boeiro, eu teria morrido afogada", relatou, emocionada.
Mateus era bolsista em uma universidade e ainda não conseguiu retornar às quadras. Além das limitações físicas, o casal denuncia a falta de responsabilização legal do jovem envolvido no acidente. Segundo eles, a mãe do motorista — que conhecia a sogra das vítimas por já ter sido vizinha — tentou inicialmente assumir a culpa e se recusou a acionar o seguro do veículo. Posteriormente, teria admitido, em conversa privada, que o filho era quem dirigia.
"É um sentimento de injustiça. Além dos danos financeiros, o prejuízo emocional e físico é incalculável", disse Mateus. O casal segue fazendo fisioterapia e ainda não tem previsão de retomada plena das atividades.
A família cobra que o caso seja investigado com imparcialidade, e que haja responsabilização do motorista que, além de não ter habilitação, deixou as vítimas feridas e fugiu do local.
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