Jornalismo
Câmara pode votar projeto que criminaliza misoginia em esforço concentrado
Líderes partidários se reúnem nesta terça para definir pauta prioritária do segundo semestre
Por Redação com informações do R711 AGO. - 14H54
Jornalismo - Câmara pode votar projeto que criminaliza misoginia em esforço concentrado (Foto: Marina Ramos/Camara dos Deputados )A Câmara dos Deputados realiza nesta terça-feira (11) uma reunião de líderes partidários para definir as prioridades de votação do primeiro esforço concentrado do segundo semestre. Entre os 67 itens em discussão, está o projeto de lei que criminaliza atos de misoginia, que já tem urgência aprovada e depende de consenso entre as bancadas para entrar na pauta.
A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), negocia com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a inclusão do texto entre as matérias que poderão ser votadas durante o período. O projeto, de autoria da ex-senadora Ana Paula Lobato, aparece em segundo lugar na lista de itens preparada para a reunião.
O parecer de Tabata Amaral considera ato de misoginia a prática, indução ou incitação de violência, a restrição ao pleno exercício de direitos ou a ofensa à dignidade da mulher quando praticado em razão da condição feminina. O relatório também prevê a suspensão temporária de contas ou perfis usados para divulgar conteúdo ilícito e o aumento de pena quando o crime tiver finalidade econômica ou for praticado por pessoa com grande audiência em plataformas digitais.
Inteligência artificial - A lista de projetos em análise reúne propostas sobre inteligência artificial, violência contra a mulher, mineração, saúde, educação, segurança pública, mercado digital e regras fiscais. Também estão na relação o PL que estabelece regras para o uso ético da IA e a proposta que tipifica a alteração de fotos, vídeos e sons por inteligência artificial para praticar violência contra a mulher.
Antes da reunião com os líderes, o líder do governo na Câmara, Pedro Uczai (PT-SC), deve se encontrar com o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, para discutir as prioridades do governo na negociação da pauta. O esforço concentrado é adotado pelo Congresso para manter as votações durante o período eleitoral de outubro.
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