Jornalismo
Cabeleireira denuncia ameaças de morte e perseguição do ex-companheiro no Recife
Mesmo com medida protetiva, mulher e família vivem sob terror e clamam por intervenção da polícia
Por Abel Santos11 JUN - 16H09
Jornalismo - Cabeleireira denuncia ameaças de morte e perseguição do ex-companheiro no Recife (Foto: Reprodução/TV Guararapes)Uma cabeleireira no Recife vive momentos de terror, denunciando estar sendo ameaçada de morte e perseguida pelo ex-companheiro, mesmo possuindo uma medida protetiva contra ele. O agressor não aceita o fim do relacionamento e, segundo a vítima, as ameaças e perseguições são constantes, expondo a mulher e sua família a um medo que paralisa o dia a dia.
A mulher relata ter vivido quase três anos em um relacionamento abusivo, marcado por agressões psicológicas e físicas. O ápice da violência aconteceu quando ela estava de resguardo, após o nascimento da filha, hoje com nove meses, período em que também foi agredida. Em outubro do ano passado, ela já havia denunciado o ex-companheiro, mas ele continua a descumprir as determinações judiciais.
A situação se agravou há menos de 24 horas, quando o homem esteve na casa da vítima, rondando o local. A mulher, que estava chegando em casa por volta das 20h30, percebeu a presença dele e pediu ajuda a familiares. "Eu tava chegando e eu vi uma restra. Eu voltei e pedi ajuda a meu cunhado", contou, adicionando que ele chegou a pular para dentro da casa por uma área em reforma. A família encontrou uma sandália esquecida por ele no local, como prova da invasão.
"Se ele veio, ele tá com intuito de quê? Eu queria só isso, só saber, porque eu não aguento mais", desabafou a cabeleireira, que é autônoma e precisa trabalhar para sustentar a filha. Ela reforça que pediu paz ao ex-companheiro, mas ele não aceita a separação, principalmente após ela ter um novo relacionamento. As ameaças acontecem por ligação e WhatsApp, e ela se sente desamparada, pois a polícia, segundo ela, "não está resolvendo".
A família reforça que registrou o boletim de ocorrência e aguarda a efetivação e fiscalização da medida protetiva. "Se acontecer algo comigo de ontem, eu vou dizer de ontem em diante, porque eu fiz o B.O. ontem, o culpado é ele, não é mais ninguém", desabafou a vítima.
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