Jornalismo
Brasil e Estados Unidos definem data de reunião para discutir tarifaço
Governo brasileiro seguirá atuando para minimizar danos causados pelas tarifas impostas pelos EUA aos produtos nacionais
Por Redação26 AGO. - 07H22
Jornalismo - Brasil e Estados Unidos definem data de reunião para discutir tarifaço (Foto: Reprodução/Agência Brasil)Representantes do Brasil e dos Estados Unidos irão discutir tarifaço nesta segunda-feira (31). O ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Mário Elias Rosa, e o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, têm encontro virtual confirmado.
Na última sexta-feira (24), os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump marcaram as tratativas por meio de um telefonema. A conversa durou cerca de 1 hora e 20 minutos e, segundo o governo brasileiro, ocorreu de forma cordial.
Comunicação - Os dois líderes abriram um novo canal de diálogo entre Brasília e Washington em meio à uma disputa comercial provocada pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos aos produtos brasileiros. Dentre os argumentos do governo estadunidense para manter as sobretaxas estão o desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção e o Pix.
O presidente Lula afirmou que as tarifas prejudicam tanto os EUA quanto o Brasil e defendeu o diálogo como caminho para preservar a relação comercial entre os dois países. Trump concordou com a necessidade de manter os vínculos comerciais e sinalizou a retomada do contato entre as equipes dos dois governos.
Tarifaço - Em julho, o governo estadunidense impôs uma sobretaxa de 25% sobre diversos produtos brasileiros, após cerca de um ano de análise. Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, dentre outros.
Os EUA justificaram as tarifas alegando que as práticas adotadas pelo Brasil eram descabidas e oneravam ou restringiam o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores estadunidenses. Uma outra sobretaxa de 12,5% foi aplicada em sequência sobre mais produtos nacionais. A justificativa foi de que o Brasil não adota mecanismos eficazes para impedir mercadorias produzidas com trabalho forçado.
As novas tarifas entraram em vigor no último mês, impactando cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado estadunidense, de acordo com um levantamento feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Em contrapartida, o Brasil apresentou um pedido de consultas no sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC), sob o argumento de que as tarifas aplicadas eram “inconsistentes” com regras definidas pela entidade. Em resposta, os Estados Unidos aceitaram o pedido para participar das consultas no âmbito da OMC. O governo brasileiro afirmou, em nota, que seguirá atuando para reduzir os danos causados pelas tarifas aos produtos brasileiros.
ÚLTIMOS VIDEOS

Mulher é atacada por cão de grande porte nas Graças

Moradores denunciam alagamentos e buracos em rua de Enseadas dos Corais

Dupla é presa após roubar cargas de cosméticos no Recife

Taxista é assassinado em tabajara. Suspeitos pulam o muro da casa dele
