Jornalismo
Bebê morre após esperar 42 dias por cirurgia e família acusa negligência na saúde pública de Pernambuco
Caso gerou comoção e desabafo emocionado do pai no IML. Secretaria de Saúde promete apuração
Por Yasmin Santos24 JUL - 17H20
Jornalismo - Bebê morre após esperar 42 dias por cirurgia e família acusa negligência na saúde pública de Pernambuco (Foto: Reprodução)O pequeno Luís Bernardo, de apenas 7 meses, morreu após passar 42 dias esperando uma cirurgia torácica. Diagnosticado com bronquiolite, ele chegou a ser internado na UPA dos Torrões, transferido para o Hospital Barão de Lucena e, por fim, levado a um hospital particular em Goiana, na Zona da Mata Norte, custeado pelo governo do estado.
Mesmo assim, a família afirma que o hospital particular não contava com médico cirurgião torácico nem estrutura adequada para o atendimento do bebê. Luís Bernardo não resistiu e teve o corpo encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife — o que chamou atenção, já que a morte ocorreu dentro de um hospital.
No IML, o pai, César, fez um desabafo comovente e revoltado diante das câmeras. “Meu filho morreu por falta de médico. O sangue dele está nas mãos de quem governa esse estado”, disse aos prantos. A mãe, devastada, não teve condições de acompanhar a liberação do corpo.
Durante a internação, segundo a família, o bebê apresentou melhora, mas voltou a piorar por falta de atendimento especializado. Eles também denunciam demora na solicitação de transferência e afirmam que houve omissão e falhas na comunicação médica.
A Secretaria Estadual de Saúde informou que vai abrir uma investigação para apurar o caso. Já o hospital Memorial de Goiana, onde o bebê faleceu, negou erro médico e declarou que não há indícios de perfuração torácica, atribuindo a morte a uma “complicação respiratória grave”. O laudo oficial do IML deve esclarecer a causa exata.
Enquanto isso, a dor segue estampada no rosto de quem perdeu um filho tão pequeno. O sepultamento de Luís Bernardo está marcado para essa quinta-feira (24), às 16h. Em frente ao IML e nas redes sociais, a família tem mobilizado amigos e moradores em protesto e cobranças por melhorias urgentes na saúde infantil de Pernambuco.
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