Jornalismo
Barragem de Jucazinho opera com apenas 3% da capacidade e abastecimento entra em colapso no Agreste
Crise hídrica já afeta 11 cidades, com moradores passando até 14 dias sem água
Por Leo Mendes23 ABR - 11H35
Jornalismo - Barragem de Jucazinho opera com apenas 3% da capacidade e abastecimento entra em colapso no Agreste (Foto: TV Guararapes)A seca severa no Agreste de Pernambuco tem provocado uma crise hídrica alarmante. A barragem de Jucazinho, localizada em Surubim, está operando com apenas 3% da sua capacidade total — o que já compromete diretamente o abastecimento de água em 11 municípios da região.
Com capacidade para armazenar 327 milhões de metros cúbicos de água, o manancial está praticamente seco devido à escassez de chuvas e a problemas estruturais. As cidades diretamente atingidas são: Surubim, Salgadinho, Casinhas, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertentes, Vertente do Lério, Toritama, Cumaru, Passira e Riacho das Almas.
Além delas, Bezerros e Gravatá também enfrentam dificuldades. “Em Bezerros, tem bairro que passa até 14 dias sem água”, relatou um técnico da Compesa. Nessas áreas, a população depende de mananciais locais que também estão secando rapidamente.
Segundo a Compesa, a quantidade de água retirada da barragem caiu drasticamente: de 1.000 litros por segundo no início do ano para, no máximo, 400 litros por segundo agora.
Para tentar amenizar o problema, medidas emergenciais estão sendo adotadas. Entre elas, a instalação de novas tubulações, balsas flutuantes para captação de água e, principalmente, a interligação da barragem de Jucazinho com a Adutora do Agreste — uma obra feita em parceria com o Governo do Estado. Isso tem permitido o reforço no abastecimento de cidades como Caruaru, Riacho das Almas, Cumaru, Passira e Toritama.
Apesar dos esforços, o cenário não é animador. A Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC) prevê chuvas abaixo ou dentro da média até julho — o que seria insuficiente para recuperar significativamente o volume da barragem. “Precisaríamos de um inverno extremamente chuvoso, e isso, infelizmente, não está previsto”, alertou a APAC.
A situação exige atenção redobrada e o uso consciente da água por parte da população. A crise hídrica no Agreste é mais um reflexo da urgência em pensar sustentabilidade e estrutura hídrica a longo prazo.
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