Jornalismo
Banco Vermelho é instalado no Cais do Apolo e marca sanção de lei contra a violência à mulher
Ato simbólico homenageia Renata Alves e reforça a luta pelo feminicídio zero no Recife
Por Yasmin Santos19 DEZ - 13H40
Jornalismo - Banco Vermelho é instalado no Cais do Apolo e marca sanção de lei contra a violência à mulher (Foto: Reprodução)Um ato simbólico realizado no Cais do Apolo, na área central do Recife, marcou a sanção de uma nova lei considerada um marco no enfrentamento à violência contra a mulher. A legislação foi sancionada no último dia 16 e ganhou visibilidade com a instalação de mais um Banco Vermelho — símbolo nacional da luta pelo feminicídio zero — em memória de Renata Alves, vítima de feminicídio.
O banco foi instalado em um prédio na Rua do Brum, local carregado de significado para Renata, que participou da cerimônia da pedra fundamental do edifício e iria atuar profissionalmente ali, como gestora de uma nova unidade da empresa onde trabalhava. O espaço também abriga muitas mulheres, o que reforça o caráter de alerta e conscientização da iniciativa.
Presente no ato, a mãe de Renata, Cátia Alves, destacou que a homenagem mistura dor e esperança. Segundo ela, a memória da filha segue viva e se transforma em luta para evitar que outras mulheres passem pela mesma violência. “É uma honra ter essa lei e um banco em nome dela para alertar mulheres, homens e famílias. Que essa violência, que só cresce, chegue ao fim”, afirmou.
A vice-presidente do Instituto Banco Vermelho e amiga de infância de Renata, Paula, reforçou a gravidade dos números. O Brasil está entre os países que mais matam mulheres no mundo, Pernambuco lidera os índices no Nordeste e, só em novembro, o estado já ultrapassou os casos registrados em todo o ano anterior. Ela ressaltou a importância de dar visibilidade ao tema, fortalecer as redes de apoio, divulgar o Ligue 180 e envolver também os homens no combate à violência.
Emocionado, o pai de Renata, Carlos, também participou do ato e defendeu leis mais rigorosas para crimes de feminicídio. Ele destacou que a violência não atinge apenas a vítima, mas toda a família e a sociedade. “Minha filha não foi a primeira e, infelizmente, não será a última. Isso precisa parar”, declarou, reforçando a importância de ações de conscientização como a do Banco Vermelho.
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