Jornalismo
Bancários mantêm paralisação nesta quinta (20) após recuo da Fenaban
Categoria rejeitou propostas dos bancos; federação não apresentou índice de reajuste e nova negociação fica para segunda (24)
Por Redação19 AGO. - 08H08
Jornalismo - Bancários mantêm paralisação nesta quinta (20) após recuo da Fenaban (Foto: Divulgação/Contraf-CUT)Os bancários de todo o país mantêm a paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), após a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) recuar de propostas rejeitadas pela categoria, mas não apresentar qualquer índice de reajuste salarial. A decisão foi confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários, após assembleias que reuniram mais de 50 mil trabalhadores em todo o Brasil.
Na mesa de negociação da terça-feira (18), a Fenaban retirou as propostas de reajustes diferenciados por faixas salariais, de divisão dos valores de vale-refeição e vale-alimentação entre cidades e de congelamento do piso de ingresso. O modelo havia sido rejeitado por 97% da categoria.
“A Fenaban recuou, retirou as propostas, mas não apresentou nenhum índice. Os bancos podem apresentar uma proposta econômica global e digna para os bancários. Sem proposta, vamos manter a paralisação do dia 20 e com muita intensidade em Pernambuco e todo o país”, afirmou Fabiano Moura, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco.
Reivindicação - A categoria reivindica aumento real nos salários, valorização do piso, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e dos vales refeição e alimentação, além de melhores condições de trabalho. Os representantes dos trabalhadores destacam que os bancos registraram R$ 171 bilhões de lucro em 2025, enquanto a categoria enfrenta redução da massa salarial, fechamento de postos e agências e aumento da terceirização.
A próxima rodada de negociações entre a Fenaban e o Comando Nacional está marcada para a segunda-feira (24). Até lá, a paralisação segue em todo o país. Dados do setor apontam que, entre 2015 e 2025, os bancos fecharam 88 mil postos de trabalho e 9,5 mil agências, enquanto a remuneração média anual dos altos executivos dos três maiores bancos privados deve chegar a R$ 12,5 milhões em 2026, valor 120 vezes superior ao de um escriturário.
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