Jornalismo
Avalanche entre Nepal e China deixa mais de 1,3 mil desaparecidos e muita destruição
Colapso de geleira a 5,2 mil metros provocou onda de lama e água; mortos já passam de 270
Por Redação com informações da Agência Brasil27 AGO. - 10H18
Jornalismo - Avalanche entre Nepal e China deixa mais de 1,3 mil desaparecidos e muita destruição (Foto: RS/Fotos Públicas)Equipes de resgate continuam as buscas por mais de 1,3 mil pessoas desaparecidas após uma gigantesca avalanche na fronteira entre o Nepal e a China. A tragédia ocorreu na quarta-feira (26) na cordilheira do Himalaia e já deixou pelo menos 273 mortos confirmados (270 no Nepal e três no lado chinês).
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira a 5,2 mil metros de altitude. A violência do evento foi tamanha que chegou a ser registrado como um terremoto de magnitude 5,2 pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A avalanche de água, lama e pedras varreu vales nos dois lados da fronteira, destruindo casas, pontes, estradas e vilarejos inteiros.
No Nepal, a torrente percorreu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, e o vale de Bhotekoshi, ao norte da capital Katmandu. Do lado chinês, a lama soterrou o porto de Gyirong, na região autônoma do Tibete. Imagens de câmeras de segurança mostram uma onda gigantesca, semelhante a um tsunami, arrastando ônibus, carros e prédios de vários andares.
Entre os desaparecidos estão centenas de turistas estrangeiros. Autoridades nepalesas contabilizam 826 desaparecidos, sendo 517 estrangeiros. Do lado chinês, são 558 desaparecidos, incluindo 260 estrangeiros. As nacionalidades incluem indianos, americanos, ucranianos e chineses. O Itamaraty informou que, até o momento, não há relatos de vítimas brasileiras.
Dificuldades no resgate - As equipes de resgate enfrentam dificuldades para acessar as áreas afetadas devido à destruição de estradas e pontes. Helicópteros têm problemas para pousar por causa do nível elevado das águas. Autoridades alertam para o risco de novas avalanches e enchentes nos próximos dias, com previsão de chuva na região. A União Europeia e a Índia já anunciaram o envio de ajuda humanitária.
A região do Himalaia, destino popular para trilhas e alpinismo, concentra usinas hidrelétricas e rotas de peregrinação. A prioridade das autoridades agora é localizar sobreviventes e prestar assistência às comunidades atingidas. As buscas seguem em ritmo acelerado, mas a dimensão total dos estragos ainda não foi completamente avaliada.
ÚLTIMOS VIDEOS

Mulher é atacada por cão de grande porte nas Graças

Moradores denunciam alagamentos e buracos em rua de Enseadas dos Corais

Dupla é presa após roubar cargas de cosméticos no Recife

Taxista é assassinado em tabajara. Suspeitos pulam o muro da casa dele
