Jornalismo
Após afastamento de Andrei, onze diretores da PF colocam os cargos à disposição
Em nota, diretores repudiam acusações e anunciam decisão horas após julgamento da 2ª turma do STF
Por Redação08 SET. - 15H15
Jornalismo - Após afastamento de Andrei, onze diretores da PF colocam os cargos à disposição (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)Onze diretores da Polícia Federal colocaram seus cargos à disposição nesta terça-feira (8), horas depois de a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formar maioria para manter o afastamento preventivo do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada.
A manifestação foi divulgada em comunicado oficial, no qual os diretores repudiam as acusações que levaram ao afastamento dos dois colegas. “Repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas”, diz trecho da nota.
No comunicado, os diretores afirmam que colocam os cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Murad, que assumirá interinamente a corporação durante o afastamento de Rodrigues.
Entre os que aderiram ao ato estão os titulares das diretorias de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Polícia Administrativa, Combate a Crimes Cibernéticos, Cooperação Internacional, Gestão de Pessoas, Área Técnico-Científica, Administração e Logística, Ensino da Academia Nacional de Polícia, Proteção à Pessoa, Tecnologia da Informação e Inovação, e Amazônia e Meio Ambiente.
Apoio total - Os diretores também ressaltaram o “total apoio” a Andrei Rodrigues e Leandro Almada, e defenderam a trajetória do diretor-geral afastado. “Narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história da instituição”, afirmaram.
O afastamento de Rodrigues e Almada foi determinado pelo ministro André Mendonça, que apontou “robustos indícios” de que integrantes da cúpula da PF produziram relatórios de inteligência considerados ilegais. O caso ainda será julgado no plenário do STF.
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