Jornalismo
Após 27 anos, Paixão de Cristo do Recife não será realizada este ano
Produção alega falta de recursos e tempo para montagem, mas garante que espetáculo deve retornar em 2027
Por Yasmin Santos26 FEV - 16H50
Jornalismo - Após 27 anos, Paixão de Cristo do Recife não será realizada este ano (Foto: Reprodução)Depois de 27 anos ininterruptos de apresentações, a tradicional Paixão de Cristo do Recife não será encenada este ano. A decisão foi anunciada pela produção do espetáculo, que aponta falta de recursos financeiros e, principalmente, de tempo hábil para garantir a qualidade da montagem.
Segundo o produtor Paulo de Castro, que acompanha o projeto desde o início, o cancelamento não se deve apenas à questão orçamentária. Ele explica que a estrutura do espetáculo exige pelo menos três meses de preparação, incluindo a construção de cenários, confecção de cerca de 300 figurinos, ensaios e organização dos efeitos especiais. Sem esse prazo mínimo, não seria possível entregar ao público o padrão de qualidade que marcou a trajetória do evento.
A Paixão de Cristo começou ainda no Estádio do Arruda e, ao longo dos anos, consolidou-se no Marco Zero do Recife, tornando-se um dos principais espetáculos do calendário cultural da cidade. Mesmo durante a pandemia da Covid-19, a associação responsável conseguiu realizar a encenação com adaptações e esforço redobrado da equipe.
De acordo com a produção, o custo ideal para uma montagem completa gira em torno de R$ 1,5 milhões. Em outros anos, o espetáculo chegou a ser realizado com menos de 30% desse valor, mas a perda de patrocínios importantes e as dificuldades acumuladas nos últimos anos tornaram inviável repetir o esforço em 2026.
Em nota, a Prefeitura do Recife lamentou a não realização do evento e informou que havia garantido sua parte no financiamento. A gestão municipal também manifestou expectativa de que o espetáculo retorne no próximo ano.
Para os organizadores, a pausa não representa um fim, mas um recomeço. A equipe já iniciou articulações com o poder público e a iniciativa privada, além de estudar projetos via Lei Rouanet, com o objetivo de reestruturar a produção e retomar a encenação com mais força, qualidade e a magia que consagrou a Paixão de Cristo como patrimônio cultural da cidade.
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