Jornalismo
Após 12 Anos, capitão da PM acusado de matar esposa em Paulista vai a julgamento
Caso que chocou Pernambuco em 2013 tem desfecho judicial aguardado pela família da vítima
Por Abel Santos04 JUN - 17H09
Jornalismo - Após 12 Anos, capitão da PM acusado de matar esposa em Paulista vai a julgamento (Foto: Reprodução/TV Guararapes)Após uma espera de 12 anos, o caso que chocou Pernambuco em 2013, envolvendo o assassinato de Iana Luísa, de 30 anos, terá seu desfecho judicial. O ex-companheiro da vítima, o então oficial da Polícia Militar de Pernambuco, Dário Ângelo, será levado a julgamento no dia 12 de junho, no Fórum de Paulista. Ele é o principal suspeito e confessou ter atirado duas vezes na esposa dentro do quarto, após uma discussão.
A família de Iana, vinda de Ouricuri, no Sertão do estado, está em Paulista para acompanhar o processo. Dona Rosiane, mãe de Iana, expressou a dor de reviver o trauma: "São 12 anos de espera, há muito tempo. A gente sente até uma certa injustiça nesse caso, então agora a gente espera que a justiça seja feita, era tarda, mas não falha". Artur, um dos filhos de Iana, hoje com 19 anos, também aguarda por justiça. "São 12 anos a gente esperando, eu acho que está mais do que na hora da justiça fazer o papel dela, porque a gente não aguenta mais esperar", disse.
A acusação, com o apoio do Ministério Público, buscará a pena máxima para Dário Ângelo. A Dra. Amanda destacou que o processo foi conduzido com toda a produção de provas, mesmo com a confissão do réu, para garantir a condenação em seu grau máximo. Ela ressaltou que Iana vivia um ciclo de violência doméstica, e que o caso, embora anterior à tipificação do feminicídio, é um exemplo emblemático da violência contra a mulher.
De forma simbólica, o julgamento foi marcado para o dia 12 de junho, Dia dos Namorados, para "representar e mostrar à sociedade que mulher ela precisa de amor, ela precisa de carinho, assim como todos os outros. Não existe uma luta, uma briga de sexo, o que a gente existe, o que existe hoje é uma luta para que as mulheres elas sejam respeitadas", concluiu a advogada.
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