Jornalismo
Agricultura familiar transforma vidas e fortalece a economia no Agreste de Pernambuco
Iniciativas público-privadas garantem escoamento da produção em Panelas
Por Leo Mendes14 JUL - 11H15
Jornalismo - Agricultura familiar transforma vidas e fortalece a economia no Agreste de Pernambuco (Foto: )Iniciativas público-privadas garantem escoamento da produção em Panelas e oferecem dignidade a quem vive do campo. Famílias cultivam alimentos orgânicos e sonham com um futuro melhor
No Agreste de Pernambuco, a agricultura familiar tem sido mais do que um sustento — tem sido resistência, oportunidade e esperança. Com políticas públicas e parcerias com a iniciativa privada, o município de Panelas vem mudando a realidade de quem vive da terra. Por lá, pequenos produtores agora colhem com mais tranquilidade e já sabem para onde vai sua produção.
A equipe do Notícias do Campo foi até a região mostrar como essas ações vêm fortalecendo a economia e garantindo comida na mesa de milhares de famílias. De acordo com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), mais de 70% da população do estado é abastecida por alimentos vindos da agricultura familiar.
No Sítio Mahabhumi, em Chã Grande, o programa mostrou o exemplo de Rogério Oliveira, agricultor que cultiva macaxeira há mais de 5 anos. Antes, ele dependia de atravessadores e mal via retorno. Hoje, com o apoio da prefeitura e de empresas compradoras, Rogério se mantém firme na produção.
“Eu pensei muito em desistir, mas Deus deu orientação e continuei. Agora vendo minha produção inteira com apoio da prefeitura e da empresa. Estou satisfeito”, disse.
Com uma produção anual de 21 toneladas de macaxeira, ele chega a faturar R$ 60 mil, escoando tudo para uma empresa do município de Bonito, que abastece redes de fast food.
Segundo a gestão municipal, essa parceria garante logística, mercado e renda para os produtores durante todo o ano.
“Hoje, os agricultores podem olhar para frente com esperança. A prefeitura cuida da logística, a empresa compra o ano inteiro e o produtor se firma na terra”, disse um representante do município.
Mãe e filho no campo: força e união
Ainda em Panelas, o programa conheceu o Sítio Breginho, onde Maria Cristina cultiva hortaliças orgânicas com a ajuda do filho adolescente. Aos 14 anos, o jovem trocou parte do tempo livre pela lida no campo para ajudar a mãe.
Eles cultivam alface, couve, couve-flor, brócolis e acelga — tudo orgânico. Ao final da colheita, a venda na feira garante o retorno da dedicação.
“O brócolis a gente vende por R$ 8. O repolho, depende: sai por R$ 5 ou R$ 6. É um trabalho que me deixa feliz”, conta Maria Cristina.
Hoje, 60% da economia de Panelas gira em torno da agricultura familiar, e a expectativa é de crescimento entre 20% e 30% ainda este ano.
Mais do que estatística, essas histórias mostram que apoiar quem planta é garantir o alimento de hoje e o futuro de amanhã.
“Colher o que planta é mais do que trabalho. É alegria que nasce da terra”, resume Maria Cristina, com orgulho no olhar.
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