Jornalismo
Aliança entre Trump e Infantino preocupa dirigentes e torcedores. Saiba mais!
Críticos apontam risco de 'americanização' do esporte e envolvimento de interesses políticos e familiares
Por Redação com informações do R714 AGO. - 10H12
Jornalismo - Aliança entre Trump e Infantino preocupa dirigentes e torcedores. Saiba mais! (Foto: Daniel Torok / White House)A relação entre Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Gianni Infantino, presidente da Fifa, tem gerado preocupação no mundo do futebol. Críticos apontam que a aliança entre os dois pode redefinir os rumos do esporte, com risco de “americanização” e envolvimento de interesses políticos e familiares.
O vínculo entre Trump e Infantino começou em 2018, quando o dirigente visitou a Casa Branca. A proximidade se intensificou durante a Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Trump entregou o troféu aos campeões, promoveu um show de intervalo nos moldes do Super Bowl e chegou a intervir em decisões esportivas, como a suspensão de um jogador. Infantino, por sua vez, classificou o torneio como “o mais bem-sucedido da história” e associou o sucesso ao apoio de Trump.
A aliança, no entanto, levantou suspeitas. Infantino foi duramente criticado por confederações como UEFA, Concacaf e AFC após propor a criação de uma entidade comercial que venderia até 20% dos direitos da Copa do Mundo a investidores privados. Entre os potenciais interessados estava Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Trump, o que reforçou a percepção de que interesses familiares e políticos estavam envolvidos. A proposta foi abandonada, mas deixou marcas na relação da Fifa com suas afiliadas.
Exemplos da NFL - A Copa de 2026 também foi um marco na transformação do futebol em espetáculo nos moldes norte-americanos. O torneio incorporou práticas comuns na NFL e na NBA, como shows musicais grandiosos, pausas para hidratação com intervalos comerciais e entrega de anéis de campeão. Para Infantino, a estratégia representava modernização. Para dirigentes europeus e torcedores tradicionais, o excesso de espetáculo e publicidade compromete a essência do esporte.
A aliança entre Trump e Infantino expõe a Fifa a acusações de corrupção e favorecimento político. Para críticos, a relação representa um risco à credibilidade da entidade e à independência do futebol, com possível mudança do eixo de poder da Europa para os Estados Unidos. O futuro da Fifa dependerá de como equilibrará a pressão por lucratividade com a preservação da essência do jogo.
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