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Píton passa por tratamento inédito para tratar câncer na mandíbula
Cuidadores do zoológico notaram que o animal estava se alimentando menos e demonstrando pouca atividade em seu recinto
Por Redação25 AGO. - 10H45
Entretenimento - Píton passa por tratamento inédito para tratar câncer na mandíbula (Foto: Divulgação/Chester Zoo)Jodie Foster, uma píton-reticulada (Malayopython reticulatus) do Chester Zoo, no Reino Unido, passou por um procedimento cirúrgico inédito com o objetivo de tratar um câncer na mandíbula. Há pouco mais de um ano, cuidadores do zoológico notaram que o animal estava se alimentando menos e demonstrando pouca atividade em seu recinto.
Exames identificaram um fibrossarcoma em sua mandíbula. A píton passou então por uma cirurgia a fim de remover o tumor maligno. Porém, tempos depois, o câncer voltou e começou a se alastrar para a parte óssea.
A equipe de médicos-veterinários do Chester Zoo, juntamente com pesquisadores da Universidade de Liverpool, optou por um tratamento, até então inédito, a eletroquimioterapia.
“Estávamos diante da possibilidade de perdê-la, já que o tumor tornava cada vez mais difícil para ela se alimentar. Por isso, trabalhamos com especialistas em câncer para verificar se poderíamos adaptar a eletroquimioterapia para uma cobra. Até onde sabemos, esta é a primeira vez que o procedimento é utilizado em animais dessa espécie”, disse o chefe veterinário do zoológico, Ian Ashpole.

Eletroquimioterapia - O procedimento é utilizado no tratamento local de um câncer, assim como a radiação, mas com aplicação de pulsos elétricos (eletroporação) na área afetada pelo tumor com o objetivo de aumentar a entrada do medicamento quimioterápico.
A terapia, originalmente empregada em seres humanos, já vem sendo utilizada em cães e gatos, mas essa é a primeira vez que o procedimento foi feito em uma píton. Após ser anestesiada, Jodie teve uma pequena parte da mandíbula removida, depois foi realizada a eletroquimioterapia nas células cancerígenas.
Exames realizados meses após o tratamento identificaram que não há retorno do câncer. Embora tenha perdido parte da mandíbula, a píton consegue caçar e se alimentar normalmente.




