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Orquestra Criança Cidadã celebra 20 anos no Teatro de Santa Isabel
Concerto, neste fim de semana, reúne diferentes gerações de músicos formados pelo projeto social
Por Redação24 JUL. - 11H37
Entretenimento - Orquestra Criança Cidadã celebra 20 anos no Teatro de Santa Isabel (Foto: Victória Brito | Ascom OCC)A Orquestra Criança Cidadã (OCC) celebra duas décadas de história com concertos comemorativos no Teatro de Santa Isabel, no Recife. As apresentações acontecem nesta sexta-feira (24) e no sábado (25), reunindo alunos, ex-alunos, professores e músicos convidados para celebrar a trajetória de uma instituição que transformou vidas por meio da música.
O projeto nasceu em 2006, idealizado pelo juiz de Direito João José Rocha Targino, com a missão de promover o resgate social de crianças e adolescentes por meio da música. A OCC começou na comunidade do Coque, uma das áreas de menor IDH do Recife, e hoje atende cerca de 470 jovens nos núcleos do Coque (Recife), Camela (Ipojuca) e Chã de Cruz (Igarassu).
"Quando criamos a Orquestra Criança Cidadã, acreditávamos que a música poderia abrir portas e transformar vidas. Vinte anos depois, temos a certeza de que ela fez muito mais do que isso: formou cidadãos, fortaleceu famílias e mostrou ao mundo o talento que nasce em Pernambuco", afirma Targino.
Além da formação musical, os alunos recebem acompanhamento pedagógico, psicológico, médico e odontológico, alimentação e inclusão digital. O projeto também investe na Escola de Formação de Luthier e Archetier (EFLA), dedicada à construção e restauração de instrumentos de cordas.
Do Coque para o mundo - A OCC levou o nome de Pernambuco a palcos internacionais, com apresentações no Vaticano (diante dos Papas Francisco e Leão XIV), na sede da ONU em Nova York, e em países como Alemanha, Israel, China, Coreia do Sul e Japão.
O concerto comemorativo contará com a participação de ex-alunos que hoje atuam profissionalmente, como o contrabaixista Antonino Tertuliano, que integra a Niederbayerische Philharmonie, da Alemanha.
O repertório inclui obras de Tchaikovsky, Beethoven, Grieg e compositores brasileiros como Ary Barroso e Zequinha de Abreu, representando a trajetória do projeto, dos primeiros passos à maturidade artística.




