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Luiz Carlos Barreto, grande nome do cinema brasileiro, morre aos 98 anos
Cineasta participou do movimento Cinema Novo marcado pelo realismo e crítica à ditadura militar
Por Redação22 JUL. - 11H24
Entretenimento - Luiz Carlos Barreto, grande nome do cinema brasileiro, morre aos 98 anos (Foto: Divulgação)Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, onde estava internado desde terça-feira (21). A causa da morte ainda não foi informada.
O cineasta foi um dos principais nomes do Cinema Novo, movimento cinematográfico marcado pelo realismo e pela crítica social durante a ditadura militar. Barretão, como era conhecido, construiu uma trajetória de mais de 60 anos no audiovisual.
Nascido em 20 de maio de 1928 na cidade de Sobral, no Ceará, Luiz Carlos Barreto atuou como jornalista antes de ingressar no mundo do audiovisual. Ele escrevia para o jornal do Partido Comunista, que era ilegal na época.
Como jornalista, ele foi correspondente na Europa e fotografou celebridades como Frank Sinatra, o presidente cubano Fidel Castro e a atriz norte-americana Marilyn Monroe.
Foi em uma viagem à Bahia que conheceu o já cineasta Glauber Rocha, enquanto ele filmava o longa “Barravento”, que Barretão conheceu o amor pelo cinema que, mais tarde, iria acompanhá-lo por mais de seis décadas.
Luiz Carlos Barreto participou de grandes obras do cinema nacional, como “Vidas Secas” (1963) e “Terra em Transe” (1967), assinando como diretor de fotografia. Barretão também produziu clássicos como “Dona Flor e Seus Dois Maridos” (1973), “Bye Bye Brasil” (1980) e “Inocência” (1983).
O legado de Barretão passa, também, pela direção, atuação e roteirização no cinema brasileiro. O cineasta foi casado por mais de 70 anos com a produtora Lucy Barreto, juntos o casal teve três filhos: Paula, Fábio e Bruno Barreto.




