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Filme pernambucano disputa principal prêmio no Festival de Locarno
"A Margem do Rio" estreia mundialmente na Suíça e coloca o cinema pernambucano na corrida pelo Leopardo de Ouro
Por Sophia Farias29 JUL. - 17H23
Entretenimento - Filme pernambucano disputa principal prêmio no Festival de Locarno (Foto: A Margem do Rio/ divulgação)O cinema pernambucano acaba de conquistar um espaço de destaque no cenário internacional. O longa "A Margem do Rio", primeiro filme dos diretores recifenses Enock Carvalho e Matheus Farias, foi selecionado para a Competição Internacional do 79º Festival de Cinema de Locarno, na Suíça. A produção representa o Brasil na disputa pelo Leopardo de Ouro, principal prêmio do evento, realizado entre os dias 5 e 15 de agosto e reconhecido como uma das maiores vitrines do cinema de autor no mundo.
Para Enock Carvalho, a seleção chega em um momento simbólico para a equipe. O diretor afirma que o convite do festival veio logo após a conclusão do longa e representa a oportunidade de apresentar o trabalho ao público internacional. "É um lugar célebre para o cinema de autor. Grandes cineastas já exibiram seus filmes em Locarno. É uma grande honra estar na competição oficial, onde os filmes são vistos e discutidos por públicos de diferentes lugares e culturas, que é exatamente o que desejamos", celebra.
A emoção também é compartilhada por Matheus Farias, que vê a estreia mundial como a concretização de um projeto construído ao longo de quase uma década. "Locarno é um dos mais importantes festivais de cinema do mundo e uma referência para o cinema de autor. É uma grande honra estrear nosso primeiro longa nesse contexto. Para mim, esse momento representa a conclusão de quase dez anos de trabalho em 'A Margem do Rio', desde as primeiras ideias do roteiro até sua estreia mundial", destaca o diretor.
Ambientado no Recife, entre rios e manguezais, "A Margem do Rio" acompanha a trajetória de Izaquiel, um auxiliar de serviços gerais que tem sua rotina transformada ao conhecer o enigmático pescador Jeremias. Antes mesmo das filmagens, o projeto já chamava atenção no exterior ao ser contemplado pelo Hubert Bals Fund, ligado ao Festival de Roterdã. Segundo Enock Carvalho, esse apoio foi decisivo para fortalecer a produção. "Ele nos permitiu aprofundar a dramaturgia e preparar o projeto de forma mais sólida para sua apresentação a parceiros e ao mercado internacional. Esse processo teve impacto direto na trajetória do filme, ajudando a atrair novos parceiros e financiamentos no Brasil e no exterior", explica. Agora, com a estreia em Locarno, o longa volta a contar com o apoio do Projeto Paradiso, por meio do programa Brasil no Mundo, que incentiva a presença do audiovisual brasileiro nos principais festivais internacionais.




