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Abrir portas para pets não basta para ser pet friendly, alerta especialista
Advogado Leandro Petraglia destaca a necessidade de planejamento jurídico e sanitário para receber animais com segurança
Por Redação03 AGO. - 11H11
Entretenimento - Abrir portas para pets não basta para ser pet friendly, alerta especialista (Foto: Reprodução Internet / Divulgação)O crescimento do número de famílias multiespécie no Brasil tem transformado o comportamento do consumidor e impulsionado o comércio a se adaptar. Restaurantes, cafeterias, hotéis, livrarias e shoppings que se apresentam como pet friendly crescem na mesma proporção, enxergando nesse público uma oportunidade de negócio. No entanto, abrir as portas para os pets não significa, necessariamente, estar preparado para recebê-los.
O advogado especialista em Direito Animal, Leandro Petraglia, alerta que permitir a entrada de animais, por si só, não torna um estabelecimento verdadeiramente pet friendly. A falta de preparo pode resultar em autuações, processos judiciais e até prejuízos para a imagem do negócio.
"O empresário costuma pensar primeiro na estrutura física, mas existe uma preparação jurídica que vem antes disso. É preciso entender o que a legislação permite, quais normas sanitárias precisam ser observadas e até se existem regras do condomínio ou do empreendimento que possam limitar essa atividade", explica.
Segundo Petraglia, um dos maiores desafios está nos estabelecimentos que trabalham com alimentos e bebidas. Nesses casos, é indispensável cumprir as exigências da vigilância sanitária e definir critérios claros sobre onde e como os animais poderão permanecer. "O desafio não é escolher entre aceitar ou não os animais, mas encontrar uma forma de conciliar essa experiência com todas as normas sanitárias que garantem segurança para todos", afirma.
Acidentes - Outro ponto que costuma passar despercebido é a responsabilidade em caso de acidentes. Mordidas, ataques entre animais ou incidentes envolvendo clientes podem gerar responsabilização do estabelecimento, que responde pela segurança das pessoas. "Criar regras de convivência, delimitar espaços, orientar os tutores e treinar a equipe são medidas que demonstram o dever de cuidado do estabelecimento", destaca.
Para o especialista, o maior erro é agir apenas para acompanhar uma tendência de mercado, sem avaliar os impactos jurídicos, operacionais e sanitários. "Receber animais não pode ser uma decisão baseada apenas na demanda do consumidor. Como qualquer investimento, isso exige planejamento, definição de protocolos, treinamento da equipe e preparo para lidar com situações inesperadas", ressalta.
Petraglia também alerta que a tendência é que a legislação avance para ampliar o acesso de animais de serviço e de suporte à saúde em espaços privados, como cães-guia e animais de assistência. "Assim como a acessibilidade arquitetônica deixou de ser uma opção para se tornar uma obrigação, acredito que caminhamos para um cenário em que os estabelecimentos precisarão estar preparados para receber esses animais", conclui.
O que um estabelecimento precisa para ser realmente pet friendly
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Conhecer a legislação municipal, estadual e as normas sanitárias aplicáveis
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Verificar as regras do condomínio ou shopping onde o negócio está instalado
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Definir quais espécies, portes e condições para a entrada dos animais
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Delimitar áreas onde a presença de pets será permitida
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Elaborar regras claras de convivência para tutores, clientes e funcionários
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Capacitar a equipe para orientar o público e agir em situações envolvendo animais
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Criar protocolos para acidentes, fugas e conflitos entre animais
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Disponibilizar estrutura adequada, como pontos de contenção e água
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Revisar periodicamente as práticas adotadas para garantir conformidade




