Jornalismo
'Recife é sem igual': Aos 81 anos, Adilson Ramos celebra público de várias gerações e fala sobre a era digital
Ícone da música romântica, cantor destaca a energia dos shows na capital pernambucana
Por Netinho Soares08 SET. - 18H49
Jornalismo - 'Recife é sem igual': Aos 81 anos, Adilson Ramos celebra público de várias gerações e fala sobre a era digital (Foto: Reprodução/Redes Sociais)Com uma trajetória marcante e repleta de sucessos que atravessam gerações, Adilson Ramos, aos 81 anos, segue demonstrando por que é um dos nomes mais consolidados da música brasileira. Nos palcos, o cantor mantém a marca registrada que o acompanha há décadas: presença marcante, show lotado e uma plateia diversa, que reúne desde crianças e jovens até adultos e idosos.
Radicado em Pernambuco há mais de quatro décadas, o artista conversou com a equipe da TV sobre a relação com os fãs, a transição para as plataformas digitais e o segredo de uma carreira longeva.
A força do repertório e o carinho com Pernambuco
Quando o assunto é a música que não pode ficar de fora de nenhuma apresentação, o cantor é direto: "Sonhar Contigo" é presença obrigatória no setlist para embalar o público.
Ao comentar sobre a capacidade de atrair diferentes faixas etárias para suas apresentações, Adilson faz questão de exaltar o carinho que recebe no estado onde escolheu viver:
"Moro há 43 anos em Recife. O público daqui tem uma energia incrível e está sempre com as músicas na ponta da língua. Recife é sem igual", destaca o cantor.
Do analógico ao streaming: a evolução da música
Atravessando diferentes momentos da indústria fonográfica, Adilson Ramos acompanhou de perto a transição dos discos físicos para o ambiente virtual e avalia positivamente o impacto da tecnologia na circulação da música. Para ele, o streaming trouxe praticidade e alcance:
"Hoje em dia tudo é mais rápido, com mais qualidade e muito mais acessível para as pessoas", pontua.
Por outro lado, o cantor observa com otimismo o movimento inverso que ganha força no mercado: o resgate dos formatos tradicionais. Segundo ele, a regravação de clássicos do passado acompanhada pelo reacendimento do interesse por CDs, discos de vinil e fitas cassete mostra que o consumo de música em formato físico continua mantendo seu espaço e apelo afetivo com o público.
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