Jornalismo
Polícia registrou mais de 782 mil atendimentos à mulher em 2025
Dados mostram que, muitas vezes, as mulheres retornam para mais de um atendimento
Por Redação10 AGO. - 08H10
Jornalismo - Polícia registrou mais de 782 mil atendimentos à mulher em 2025 (Foto: Divulgação/Polícia Civil)As unidades especializadas no Atendimento à Mulher da Polícia Civil de todo o país realizaram 782.474 atendimentos em 2025. Dentre as ocorrências registradas estão ameaça, lesão corporal, importunação sexual, estupro, feminicídio, dentre outras.
Ao todo, foram 329.451 vítimas atendidas. Os dados demonstram que, muitas vezes, as mulheres retornam às unidades especializadas para mais de um atendimento.
O levantamento foi divulgado no 10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, publicado na sexta-feira (7) pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no aniversário de 20 anos da Lei Maria da Penha.
Apuração - A pesquisa reuniu dados de 530 das 585 unidades espalhadas pelo país, incluindo as delegacias especializadas e outros tipos de unidades.
A Região Sudeste concentrou o maior número de vítimas (125.769), seguindo do Nordeste (53.067), do Centro-Oeste (43.662), do Sul (21.087) e do Norte (19.712). Pernambuco registrou 13.228 vítimas atendidas pelas unidades do estado.
Ocorrências - Dentre os tipos de ocorrências registradas, as mais frequentes foram ameaça (148.544), seguida por lesão corporal (99.473) e injúria (88.739). O diagnóstico mostra, ainda, que os atendimentos resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas, das quais 118.672 foram aceitas. Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores.
As unidades especializadas começaram a ser instaladas em 1985, em São Paulo, e posteriormente começaram a ser inauguradas uma por ano, até chegar às 585 unidades atuais.
Carências - Segundo o levantamento, ainda há desafios para a prestação de apoio integral às mulheres vítimas de violência, como o fato de 80% dessas unidades ainda não funcionarem 24h.
Entre as principais carências identificadas pelo estudo estão a insuficiência de recursos de investigação, a falta de viaturas e a falta de material poetncialmente ofensivo.
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