Jornalismo
Olho seco: uso excessivo de telas entre crianças reduz ato de piscar
Condição é caracterizada pela falta de lubrificação adequada na superfície ocular, decorrente de produção insuficiente de lágrimas ou de sua evaporação excessiva
Por Redação14 SET. - 11H09
Jornalismo - Olho seco: uso excessivo de telas entre crianças reduz ato de piscar (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)O uso excessivo de celulares e tablets entre crianças e adolescentes pode reduzir a frequência de um hábito simples e involuntário: piscar. Levando, assim, a casos popularmente conhecidos como olho seco, cada vez mais frequentes em consultório de oftalmologia pediátrica.
Sintomas - A condição é caracterizada pela falta de lubrificação adequada na superfície ocular, decorrente de produção insuficiente de lágrimas ou de sua evaporação excessiva. Os sintomas incluem sensação de areia nos olhos, ardência, coceira, vermelhidão e visão embaçada.
Segundo a médica oftalmologista, Ana Paula Silverio, quando a criança ou o adolescente permanece muitas vezes por horas na frente do celular ou do tablet, com telas posicionadas muito próximas ao rosto e aos olhos, a frequência do piscar diminui, levando à evaporação das lágrimas e à sensação de secura ocular.
“As mães trazem a criança ou o adolescente com essa queixa, que começou a piscar mais, além de uma sensação de desconforto”, informa. Para Ana Paula, o risco é ainda maior entre adolescentes, que passam boa parte do tempo de tela em frente a celulares.
Telas em locais pouco iluminados - Outro fator agravante é que o uso do celular, entre adolescentes, geralmente ocorre dentro do quarto, com pouca ou nenhuma iluminação, de acordo com Ana Paula.
“Os adolescentes passam muito mais tempo no celular. Nas escolas, eles já fazem a maior parte dos estudos no tablet ou no computador. Voltam para casa e usam o celular no horário recreativo. A gente ainda vê os pequenos brincando, mas com os adolescentes é mais difícil”, explica Ana Paula.
“A gente vive essa era. Só se a gente mandar uma criança ou adolescente pra Marte, pra que ele não tenha contato com o celular. Mas temos sim que tentar diminuir o tempo de uso”, reforçou a oftalmologista. A especialista cita, ainda, o número máximo de duas horas diárias de telas, conforme recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria para crianças acima de 6 anos e para adolescentes.
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