Jornalismo
Hospital Maria Lucinda lança campanha sobre saúde mental de jovens
Ação terá cartilha, landing page e distribuição de flores amarelas para pacientes, colaboradores e acompanhantes
Por Redação21 SET. - 14H14
Jornalismo - Hospital Maria Lucinda lança campanha sobre saúde mental de jovens (Foto: Reprodução site oficial)O Hospital Maria Lucinda (HML) lança na próxima quinta-feira (24), às 9h, uma campanha de orientação às famílias sobre prevenção ao suicídio. A ação faz parte do Setembro Amarelo e tem como slogan "A Família como Espaço de Acolhimento e Escuta". Serão apresentadas uma cartilha e uma landing page com orientações sobre sinais de alerta e como abrir espaço para o diálogo sobre saúde mental de adolescentes e jovens.
Na data do lançamento, pacientes, colaboradores e acompanhantes do ambulatório do hospital vão receber flores amarelas. O material educativo ficará disponível no site oficial da instituição, o https://hospitalmarialucinda.org/.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apontam aumento dos casos de suicídio entre jovens nas Américas. Estudo publicado na revista The Lancet mostra que a taxa nessa faixa etária cresceu 38% em pouco mais de duas décadas, tornando-se a terceira causa de morte entre pessoas de 10 a 24 anos. No Brasil, o suicídio é a segunda principal causa de mortes de adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos, segundo o Ministério da Saúde.
Quebra de tabus - A psicóloga Lyvia Andrade, do Hospital Maria Lucinda, afirma que vários fatores podem estar associados a esse aumento, como os reflexos do isolamento na pandemia, depressão e ansiedade cada vez mais precoces, exposição excessiva a ambientes digitais, bullying nas redes sociais e pressão por padrões de vida e beleza. Ela destaca que falar sobre saúde mental com responsabilidade ajuda a quebrar tabus e previne danos à vida.
A OMS estima que, para cada morte, há em média até 20 tentativas. A campanha orienta que as unidades básicas de saúde são a porta de entrada para acompanhamento inicial e encaminhamentos, enquanto as Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) atendem crises agudas e situações de urgência. O material será replicado em todas as unidades geridas pela Fundação Manoel da Silva Almeida.
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