Jornalismo
Canetas contra obesidade aumentam procura por exames e reduzem estigma
Medicamentos como semaglutida e tirzepatida levam pacientes a buscar avaliação médica completa antes do tratamento
Por Redação com informações do R723 JUL. - 15H15
Jornalismo - Canetas contra obesidade aumentam procura por exames e reduzem estigma (Foto: Reprodução R7)O sucesso dos medicamentos para o tratamento da obesidade, como a semaglutida e a tirzepatida, provocou uma mudança que vai além da perda de peso. Cada vez mais pacientes chegam aos consultórios em busca de uma avaliação médica completa antes de iniciar o tratamento, um movimento que especialistas consideram uma mudança importante na forma como a obesidade vem sendo encarada pela sociedade.
Para a endocrinologista Lívia Lugarinho, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), essa procura reflete uma conscientização sobre a obesidade como doença e uma diminuição do estigma que ainda envolve tanto a doença quanto o seu tratamento. "As chamadas canetas contribuíram para aumentar essa conscientização. A maior procura por exames reflete justamente a redução do estigma e o entendimento de que a obesidade é, de fato, uma doença", afirma.
O exame mais importante é a consulta médica - Apesar do aumento da procura por exames, os especialistas alertam que nenhum teste laboratorial substitui uma avaliação clínica completa. A indicação do tratamento é baseada principalmente no exame físico, no cálculo do índice de massa corporal (IMC) e na medida da circunferência abdominal.
Quais exames são solicitados? Antes do tratamento, exames como hemoglobina glicada, glicemia de jejum, perfil lipídico completo e avaliação da função renal são comuns. Para mulheres em idade fértil, o teste de gravidez também é recomendado, já que as medicações são contraindicadas durante a gestação.
O acompanhamento vai além da balança - Os exames também permitem acompanhar benefícios metabólicos, como melhora na hemoglobina glicada, glicemia, colesterol e marcadores inflamatórios. O tratamento também representa uma oportunidade para diagnosticar precocemente condições associadas à obesidade, como diabetes tipo 2, hipertensão e esteatose hepática.
Automedicação é um risco - Especialistas alertam que ainda há pessoas que iniciam o tratamento por influência de amigos ou redes sociais. "Nunca se deve iniciar esse tipo de tratamento sem acompanhamento médico", reforça Lívia Lugarinho. A orientação é que os medicamentos sejam adquiridos apenas em farmácias.
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