Jornalismo
Bruno Gagliasso defende mais filmes sobre a ditadura militar no Brasil
Ator interpreta o líder estudantil Honestino Guimarães em filme que estreia nesta quinta-feira (13)
Por Redação13 AGO. - 19H25
Jornalismo - Bruno Gagliasso defende mais filmes sobre a ditadura militar no Brasil (Foto: © Luciana Melo/Divulgação)O ator Bruno Gagliasso defendeu que o cinema brasileiro produza mais obras sobre o período da ditadura militar (1964-1985). Ele interpreta o líder estudantil Honestino Guimarães no filme Honestino, dirigido por Aurélio Michiles, que estreia nesta quinta-feira (13) em 18 cidades.
Gagliasso afirmou que considera importante manter viva a memória do período e apresentar a história de Honestino às novas gerações. O estudante de Geologia da Universidade de Brasília (UnB) foi presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), defendia o ensino público e gratuito e desapareceu aos 26 anos.
O diretor Aurélio Michiles explicou que a produção enfrentou dificuldades para encontrar imagens da época. Para preservar a segurança dos manifestantes, lideranças estudantis evitavam registros durante assembleias e protestos. O filme também utiliza imagens de um registro feito durante a invasão da UnB por agentes da ditadura, em 1968.
Diante da escassez de arquivos, Honestino foi construído como um documentário-híbrido, combinando registros históricos e cenas produzidas com atores. Para Gagliasso, conhecer a trajetória do líder estudantil é uma forma de preservar a memória e impedir que sua história seja esquecida.
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