Jornalismo
Acusado de encomendar morte de Marcolino Júnior é condenado à prisão
Davi Fernando Ferreira Graciano cumprirá pena de 22 anos e 2 meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado
Por Redação24 AGO. - 08H04
Jornalismo - Acusado de encomendar morte de Marcolino Júnior é condenado à prisão (Foto: Reprodução/TV Guararapes)A Justiça de Pernambuco condenou Davi Fernando Ferreira Graciano, acusado de encomendar a morte do jornalista Marcolino Júnior, a 22 anos e dois meses de prisão. A sentença é por homicídio triplamente qualificado, o crime ocorreu em abril de 2016.
Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o homicídio foi qualificado por “paga ou promessa de recompensa, emprego de meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima”.
O crime, de acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o crime ocorreu no dia 16 de abril de 2016, no Motel Afrodite, em Caruaru, no Agreste. A acusação afirma que Davi trabalhava para a vítima e tinha acesso a informações financeiras de Marcolino. O mandante do crime estaria insatisfeito com a sua remuneração.
Por esse motivo, Davi teria contratado Rafael Leite da Silva por R$ 14 mil para matar o jornalista. Rafael teria atacado a vítima com um instrumento perfurante, provocando lesões que causaram a morte.
Rafael já tinha sido julgado pelo Tribunal do Júri e foi condenado, em 21 de janeiro de 2017, a 30 anos e cinco meses de reclusão, além do pagamento de 102 dias-multa por homicídio triplamente qualificado. Também foram imputados ao acusado os crimes de furto e ocultação de cadáver.
Investigação - Conforme o avanço das investigações, a polícia encontrou o designer gráfico Rafael Leite da Silva, que foi preso como autor do crime. O acusado tentou vender o carro da vítima no centro da cidade. Segundo o inquérito, Rafael atraiu Marcolino até o motel e no local deu um golpe de jiu-jitsu, que deixou o jornalista desacordado.
Em seguida, foram efetuados os golpes com o objeto perfurante. Rafael colocou o corpo no porta-malas do carro de Marcolino e ainda dirigiu o veículo até um matagal, onde o corpo foi encontrado posteriormente. Pelos depoimentos do acusado, a polícia chegou a Davi Fernando que, na época, era assessor pessoal da vítima e tinha acesso à contabilidade do jornalista.
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