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Fulô do Forró: grupo de mulheres de Caruaru leva empoderamento feminino ao São João
Banda com 17 anos de história mostra a força feminina no forró pé de serra e se prepara para lançar primeiro EP autoral
Por Yasmin Santos25 JUN - 15H13
Entretenimento - Fulô do Forró: grupo de mulheres de Caruaru leva empoderamento feminino ao São João (Foto: Reprodução)Em Caruaru, no Agreste de Pernambuco, o São João vai muito além da música: ele também é espaço de representatividade. Um grupo formado por mulheres vem chamando atenção nos palcos da cidade ao mostrar que o forró pé de serra também é sinônimo de protagonismo feminino.
Há 17 anos na estrada, a banda Fulô do Forró nasceu com a proposta de reunir mulheres na música regional e, ao longo do tempo, superou desafios e o preconceito para se consolidar como referência cultural no cenário junino.
Atualmente formada por sete mulheres e um sanfoneiro, o grupo mantém a essência feminina como base do projeto. Nos bastidores e no palco, elas dividem instrumentos como baixo, pandeiro, guitarra, bateria, percussão e vocais, em apresentações marcadas pela energia e união.
“Hoje a gente se sente muito feliz de contribuir com esse empoderamento feminino. Existe preconceito, existe dificuldade, mas seguimos levando nossa mensagem através do forró”, destacou uma das integrantes.
O sanfoneiro do grupo, conhecido como “Cravo das Fulô”, também celebra a experiência de fazer parte da banda. “Me sinto muito honrado em participar de um grupo com uma história tão bonita e com tanto protagonismo feminino”, afirmou.
Mesmo com os desafios, o grupo segue firme na missão de manter viva a tradição do forró pé de serra e fortalecer a presença das mulheres na música nordestina. A banda já se prepara para lançar seu primeiro EP autoral, com seis músicas inéditas compostas por uma das integrantes.
“Não desistimos. As dificuldades são muitas, mas aproveitamos cada oportunidade que aparece”, reforçou a artista.
Entre acordes, resistência e tradição, as Fulô do Forró seguem mostrando que o São João também é palco de empoderamento, cultura e identidade nordestina.




